terça-feira, 11 de setembro de 2007

MARIA FEIJÓ - A POETISA QUE APRESENTOU ALAGOINHAS AO MUNDO

Maria Feijó de Souza Neves, conhecida também pelos pseudônimos de Marijó, Moreninha Bamba, Geisha, Gladys, Senhora e Suzete nasceu em 27 de novembro de 1918, na cidade de Alagoinhas. Filha de José Feijó de Souza e Júlia Feijó de Souza, sua família integrava a alta sociedade local, possuindo muitos parentes influentes na sociedade estadual. Mas, com toda a posição na sociedade, isso não impediu que a autora sofresse discriminação, chegando a ser persona non grata na pequena Alagoinhas, pois se comportava diferentemente das outras mulheres da cidade. Segundo a esposa do Senhor Milton Costa, Senhora Rita Campos, "Maria Feijó não era da época dela, ela já vivia hoje".
A cidade na época de sua juventude, era pequena e marcada pelo coronelismo e patriarcalismo, e seu grupo social chocou-se com sua maneira de pensar, agir e representar, em versos e prosa, a realidade que a cercava.
A escritora formou-se no Magistério pela Escola Normal de Alagoinhas, na gestão de Alcindo de Camargo, exercendo a profissão nas cidades de Senhor do Bomfim, Santo Amaro da Purificação, Aramari e Alagoinhas. Começa daí, sua defesa em prol do setor educacional. E esta foi uma área que lhe possibilitou certa influência sobre a juventude da época, momento em que as mocinhas desta cidade saíam apenas para a igreja e quermesses em companhia dos pais e mães. Desde então já era impulsionadora de movimentos e manifestações culturais, dirigindo, em 1932, a partir do n. 12 de Alarma, jornal que era, até então, restrito ao mundo masculino e que se voltava para rondar as noites alagoinhenses, criticando homens e mulheres com piadas desqualificadoras.
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A Estação de São Francisco e sua Relação com o Desenvolvimento de Alagoinhas


A Estação São Francisco, em Alagoinhas, a cerca de 123 km de Salvador, foi aberta entre 1858 e 1863 ainda com linha em bitola larga - 1.60m. Foi ampliada a partir de seu prédio original, em 1935, já na época da VFF Leste Brasileiro.

A referida estação foi toda construída com material importado da Inglaterra e os pilares de sustentação de ferro que sustentam o teto e a abóbada metálica ainda possuem a inscrição do fabricante em alto relevo e até os tijolos foram trazidos da Inglaterra e ostentam o nome do fabricante e a data da produção (1860).

A Estação de São Francisco é o entroncamento das linhas que, vindo de Salvador, saem dali para Sergipe e Juazeiro, na margem do rio São Francisco. Dependendo do guia de estações, da época e da fonte, a estação foi chamada tanto de São Francisco quanto de Alagoinhas. Aliás, até hoje ainda ostenta uma placa metálica numa das quinas de parede com o nome Alagoinhas.

Segundo o boletim Centro-Oeste, de Flávio Cavalcanti, o último trem de passageiros da Bahia, o "Marta Rocha", que ligava Alagoinhas a Senhor do Bomfim, foi desativado em 1989, em virtude da forte concorrência rodoviária e pela precariedade dos serviços oferecidos à população, com carros superlotados e sem as mínimas condições de segurança e higiene, aliado às condições insatisfatórias da via permanente.

Em outubro de 2006, parte do prédio da estação desabou, levando com ela para o chão toda aquela cobertura metálica de mais de 140 toneladas.

Hoje, existe um grupo de defensores do patrimônio histórico e cultural de Alagoinhas, em que se destaca a professora Iraci Gama, que desenvolve um trabalho bastante árduo em prol da restauração e conservação da Estação de São Francisco.
Conheça um pouco mais sobre a História a Estação de São Francisco:

domingo, 9 de setembro de 2007

Um Breve Histórico Sobre a Cidade de Alagoinhas, Terra da Laranja

A cidade de Alagoinhas teve seu primeiro povoamento nos fins do século XVIII, quando um padre português fundou uma capela no seu território e daí começou a próspera vila em virtude da chegada de imigrantes e da passagem da estrada de boiadas, acesso para o norte e para o sertão, razão porque recebeu de Ruy Barbosa o Título de "Pórtico de Ouro do Sertão Baiano". Já foi denominada de Freguesia da Água Fria, Freguesia de Santo Antônio das Lagoinhas e posteriormente Villa de Santo Antônio d'Alagoinhas, então desmembrada da Vila de Inhambupe, quando adquiriu a qualidade de município.
Em torno da igreja de Santo Antônio foram construídas casas, formando uma povoação elevada à categoria de Vila pela Resolução Provincial 442 de 16/06/1852, sendo assim criado o município de Santo Antônio de Alagoinhas, desmembrando o município de Inhambupe. Sua instalação oficial deu-se em 02/06/1853. Segundo registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o distrito de Alagoinhas foi criado no dia 15 de outubro de 1816, pertencendo a Inhambupe até 16 de junho de 1852, quando se tornou sede Municipal.
A emancipação política de Alagoinhas foi oficializada há 153 anos, no dia 2 de julho de 1853, com a posse da primeira Câmara Municipal e do presidente do Conselho, o Coronel José Joaquim Leal. O nome de Alagoinhas originou-se dos rios (Sauípe, Catu, Subaúma, Quiricó), lagoas e córregos existentes na região. Uma de suas maiores riquezas é a excelência da qualidade de sua água, que faz parte do aqüífero que vai de Dias D'Ávila até Tucano.
Conta com uma população aproximadamente 116.488 habitantes (IBGE/1991) e é limitada ao Norte por Inhambupe e Entre Rios ao Sul por Teodoro Sampaio, Catu, Pojuca e Itanagra ao Leste por Entre Rios e a Oeste por Aramari.
O clima é úmido e a vegetação predominante é floresta e caatinga.A cidade possui solo fértil, tabuleiros verdejantes, rios e lagoas. O verde predomina.Sua povoação foi em torno do século XVIII; surgindo o povoado em 1852 que cresceu através do pioneirismo iniciado em 1858 com a Empresa "Bahia and S. Francisco Railway" (sendo o primeiro engenheiro o Dr. Miguel Burnier), passou a ser denominada freguesia de Santo Antonio de Alagoinhas e por fim Alagoinhas. Por existir na região várias lagoas e córregos começou a ser chamada de "Lagoinha" depois “Lagoinhas” e logo após “Alagoinhas”.
A população aumentou com a chegada de franceses, portugueses, italianos e imigrantes de Inhambupe, Irara e Santo Amaro.A agricultura através da citricultura e culturas de mandioca e fumo fez surgir as primeiras indústrias locais, sendo a indústria do fumo a pioneira.A laranja teve grande importância no desenvolvimento sócio-econômico e cultural da cidade, chegou a ser responsável por 10% da produção do Estado e até hoje é conhecida como a “Terra da Laranja”.
A pecuária através da criação de gado para corte ou leite e do beneficiamento dos subprodutos, a exemplo das peles, teve uma influência econômica significativa. Mas, o que impulsionou o crescimento da cidade foi a instalação da estrada de ferro em 1863, quando foi inaugurado o trecho BA/S. Francisco trazendo um vertiginoso sucesso e vindo a ser o mais importante entroncamento ferroviário do Estado. A partir de 1961 o petróleo extraído dos campos de Araçás, Estevão, Sauipe, Conceição e Buracica, passou a representar a principal fonte de riqueza de Alagoinhas, uma das cidades de maior população. Água existe em abundância e de excelente qualidade.
Pontos turísticos da cidade: A ruína da igreja inacabada em Alagoinhas Velha, construída por jesuítas no século XVIII. A Igreja de Santo Antonio de Alagoinhas tendo como relíquia a imagem de Santo Antonio crucificado, que data do século anterior.Estação de S. Francisco da Rede Férrea, construída em 1863, inaugurada pelos ingleses e que teve um projeto arquitetônico dos mais ricos e importantes do Brasil, em valor histórico. A Igreja de S. Francisco com uma imagem do santo que denomina, de 1,80m, e que fora confeccionada na Itália. A Estação de São Francisco, construída pelos ingleses no século XV III e que representa um importante referencial histórico e econômico para a cidade e toda região.
Outros sites relacionados com Alagoinhas:

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Sobre a Emancipação Política de Aramari

No dia 06 de setembro de 1961 “nascia” o município de Aramari. Desmembrado de Alagoinhas, a cidade vai festejar 46 anos de autonomia política. Situada na região nordeste do Estado, a localidade possui mais de 10 mil habitantes e uma área de 352,535 km². Já no dia 08, Potiraguá, que em tupi significa “flor de cores diversas”, fica no sudoeste baiano e comemora 55 anos. Apesar da população festejar o aniversário da cidade nesta data, foi em 07 de abril de 1955, através da Lei Estadual 544/53, que a vila foi elevada à categoria de cidade, criando-se o município.

Alagoinhas- Litoral Norte

http://www.a-bahia.com/diretorio/index.php?cat_id=52

Alagoinhas e a Ferrovia

http://br.geocities.com/centrooeste/SR7dc15/Alagoinhas.htm

Alagoinhas em Revista...

http://www.cidades.com.br/cidade/alagoinhas/000207.html

Visite Alagoinhas através da Rede...

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=460128

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Fundamentação Teórica do Projeto de Monitoria em Matemática

Na concepção de Paulo Freire (1996), aprendizagem independe de lugar e hora, bem como também não está vinculada exclusivamente às informações trazidas pelo professor, nem também à sua metodologia de trabalho. Acontece simultaneamente com a vivência, ou seja, as pessoas aprendem coisas novas a cada instante e com os mais diversos meios, na maioria das vezes, longe de uma perspectiva sistematizada ou metodologicamente formalizada. Nessa concepção, educador é um facilitador da aprendizagem.
Conforme “As Orientações Curriculares Estaduais para o Ensino Médio” (2005 p. 42.) “os espaços de aprendizagem extrapolam as dimensões da sala de aula ampliando-se para bibliotecas, espaços virtuais, dentre outros, onde a condição para a aprendizagem aconteça”. É nesse sentido que o ato pedagógico deve pretender a inserção de novos conteúdos através de uma constate busca de novas possibilidades de interação entre os elementos que aprendem. Nessa abordagem cita-se também o educador como um eterno aprendiz, não apenas de novos conteúdos, mas também e principalmente de novas formas de relacionar tais conteúdos com as possíveis formas de desenvolvimento dos mesmos dentro do trabalho pedagógico
Num Projeto de Monitoria em Matemática, desenvolvido a partir da atuação dos próprios educandos, o critério central é o da cooperação mútua, em que se buscam estabelecer o aperfeiçoamento individualizado, com o objetivo de se atingir o equilíbrio coletivo em relação aos conteúdos relacionados à Matemática, possibilitando assim avanços significativos em relação a aprendizagem dessa disciplina e consequentemente ao processo educativo sistematizado no ambiente escolar. Desse modo podem-se criar conexões entre os mais diversos conceitos matemáticos e entre diferentes formas de raciocínio com base nesses conceitos.
Em se tratando de Matemática, uma disciplina considerada de difícil acesso pela grande maioria dos educandos, torna-se necessário a implantação de projetos que sejam criteriosos a abrangentes e que a desmistifiquem para esses educandos. Nesse sentido torna-se necessário que os professores dessa disciplina se envolvam em programa que vise a ampliação das possibilidades de desenvolvimento da aprendizagem da Matemática, como meio de superar essa suposta inacessibilidade.
Facilitando-se a compreensão dos conteúdos matemáticos elementares como as operações básicas de adição, subtração, multiplicação e divisão o desenvolvimento da curiosidade intelectual criam-se nos educandos a confiança de que eles necessitam para seguir em frente na busca de novas descobertas, estimulando-lhes o senso crítico e a autonomia. O que propõe um projeto pedagógico que possibilita a reflexão e a discussão entre os próprios educandos de conteúdos desenvolvidos na sua formação é uma prática educativa libertadora, desvinculada de padronizações e de paradigmas. Uma pratica que se propõe a considerar os avanços sociais tecnológicos e científicos e históricos.
Por trás dessa proposta verifica-se reconhecimento de que é possível dinamizar a aprendizagem através da atuação dos próprios educandos. Tal fato evidencia a importância dos mesmos na construção do conhecimento e consequentemente da sua contribuição no processo de evolução em que se encontra a sociedade como um todo e na sua própria transformação. É nesse sentido que se pode considerar a importância de um Projeto de Monitoria em Matemática no Ensino Médio como forma de se possibilitar uma melhor participação da Escola na construção de uma sociedade cada vez mais igualitária.
Trata-se, portanto, de um projeto que vem possibilitar o compartilhamento dinâmico e produtivo dos conteúdos matemáticos entre os educandos através do desenvolvimento de atividades de acompanhamento e esclarecimento sistemático de um grupo de monitores aos alunos participantes. Estes monitores receberão constantemente orientação pedagógica e didática adequadas pelo educador e atuarão em horários específicos, estabelecidos de acordo com a disponibilidade, tanto dos monitores, quanto dos demais participantes
É nesse sentido que Paulo Freire (1996, p. 42) afirma que “uma das tarefas mais importantes da prática educativa crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ensaiam a experiência profunda do assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar.
Um Projeto dessa natureza precisa levar em conta todos os aspectos que envolvem Sistema Público Educacional e a isso está relacionado às instalações físicas da Unidade Escolar onde o projeto está sendo desenvolvido, bem com todo suporte técnico e a disponibilidade de material didático para ser utilizado. Constitui-se, portanto, num recurso imprescindível para o resgate da produtividade no processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos de matemática e do papel da Escola enquanto instrumento de suporte social, uma vez que possibilita a discussão dos conteúdos entre os educandos e entre estes e o professor com o objetivo de que todos se ajudem mutuamente.
Os monitores serão selecionados entre os estudantes com base na observação do professor a respeito de aspectos como: o bom desempenho na aprendizagem dos conteúdos matemáticos desenvolvidos em sala de aula; a disciplina na realização das tarefas propostas pelo professor; o nível de relacionamento com os demais colegas e a responsabilidade apresentada no decorrer das atividades pedagógicas.
Cada monitor será responsável pelo atendimento a um grupo de participantes, que serão agrupados conforme o grau de desenvolvimento apresentado, havendo um processo de revezamento, para que todos os participantes entrem em contato com todos os monitores, possibilitando assim oportunidades de que os conteúdos sejam vistos sob diversos ângulos. Nesse sentido, as ações desenvolvidas pelos monitores funcionarão como reforços para a aprendizagem daqueles estudantes que apresentam um ritmo de acompanhamento diferenciado para que sejam nivelados gradativamente. Desse modo, pode-se considerar o Projeto de Monitoria como sendo um trabalho de nivelamento. Somente após cada aula é que serão determinados os conteúdos e serem trabalhados pelos monitores.
Educar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção (FREIRE, 1996, p. 25). Nesse sentido, reconhecendo-se que o processo de desenvolvimento intelectual e psicológico das crianças e dos adolescentes é um processo gradativo, e está relacionado com uma série de fatores internos e externos a estes indivíduos, torna-se necessário que haja uma preparação dos monitores na questão do relacionamento pessoal e afetivo. Essa preparação deverá ser efetivada a partir da indicação do professor de referências básicas a respeito dessas questões e da posterior verificação do mesmo nesse sentido.
Portanto os monitores precisam ser selecionados a partir de um processo criterioso que identifique o nível de conhecimentos desses monitores, bem como a sua capacidade de lidar com seus colegas. Nesse sentido, não basta que os educandos selecionados para a monitoria tenham bom desempenho em relação aos conteúdos matemáticos. Mas que principalmente se envolva de forma afetiva na busca do aperfeiçoamento dos seus colegas participantes.
A monitoria é facultativa ao corpo discente, optando por ela aqueles estudantes que tiverem necessidade e interesse em aprimorar seu nível de aprendizagem de em relação aos conteúdos matemáticos e que tenham disponibilidade de tempo, uma vez que, a monitoria será realizada em turno oposto àquele em que o educando freqüenta normalmente às aulas.
Conforme Cória-Sabini, (1986, p. 44) As tarefas devem ser elaboradas de modo que possibilitem o progresso. Na medida em que o estudante adquire confiança em sua capacidade, ele começa a perseguir objetivos cada vez mais altos e se sente compensado a atingi-los. Desse modo, os monitores precisam ser capacitados para que possam perceber as situações que mereçam Intervenções, criando meios de resolverem problemas por si mesmos e criando alternativas quando necessário; demonstrar organização com seu material pessoal, com material de trabalho, nas explicações aos alunos, na distribuição das atividades; demonstrar segurança para com conteúdos que trabalham no sentido de que os participantes adquiram a confiança necessária para o bom desempenho seu do trabalho; e principalmente, se tornarem capazes de se fazer ouvir, respeitar e de dinamizar o trabalho, promovendo assim um bom relacionamento interpessoal.
A consciência dos seus deveres e zelo pelos materiais e equipamentos que utiliza, bem como manter-se assíduo e disponível, demonstrando interesse seu trabalho, deve ser uma constante nas atividades dos monitores, que deverão formular um plano de monitoria, orientados pelo professor da disciplina. Plano este que deverá ser entregue antes do início das atividades de monitoria.


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