Os que dizem que a música deve ser analisada em termos de boa ou má, e que ela não pode estar submetida a esquemas rígidos ou a rótulos circunstanciais, encontram em Ray Charles o fundamento mais adequado a essa tese.Chamaram-no certa vez de “cantor de um sofrimento congênito” (devido a sua origem negra), outorgando-lhe também a alcunha de altissonante de “The Genius”. Mesmo detestando esse tipo de tratamento, Ray permitia, no início der sua carreira , quando precisava firmar o nome, que as mensagens publicitárias de seus discos propagassem tão majestosa alcunha.Mais tarde, quando conseguiu quase tudo que o sucesso pode oferecer (incluindo dissabores), ficaria ressentido e mal humorado ao ouvir o apelido.Desagradava-lhe igualmente a definição (“música que vem do fundo da alma”) dada ao soul music, que há muitos anos é o principal motivo dos seus concertos, de seus discos e de suas canções. A soul music funciona como uma cédula de identidade do cantor, englobando todas as manifestações de sua música, sensível como se fosse uma incontrolável fonte de grandes emoções.Outro rótulo que Ray Charles repudia com a mesma insistência é o de “pregador leigo”. Mas de fato, em suas apresentações mesclam-se o sagrado e o profano e sua voz tem a ênfase própria dos pastores negros das igrejas batistas. Para ver o reestante da matéria acesse o link:

0 comentários:
Postar um comentário